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Como foi ficar sabendo que passou em 1° lugar para a UERJ e para o CEFET? Você esperava isso? Quais eram as suas expectativas no início do ano de 2009?
Eu confesso que esperava que eu iria passar em alguma das universidades por causa das minhas notas do colégio, mas um 1º lugar eu não esperava. O curso para que eu achava que poderia passar bem era o de Informática na UERJ, porque é menos concorrido, mas a Engenharia de Controle e Automação no CEFET eu não esperava.
Quanto ao vestibular, eu achei que iria ser mais complicado, porque eles costumam intercalar a dificuldade. Em 2008 a prova não tinha sido muito difícil, aí, em 2009, esperei que eles fossem “puxar” mais e foi o que aconteceu mesmo. Foi tudo bem mais complicado, principalmente com essa mudança no ENEM. Ninguém sabia como iria ser e acabou sendo tudo diferente mesmo.
No Programa Fortalecendo Trajetórias, você teve a oportunidade de estudar em um colégio particular. Como foi a sua adaptação ao Colégio Santa Mônica?
A maior diferença no começo foi o nível do ensino. Eles estavam com a matéria bem mais avançada. Mas eu tive apoio dos professores e da direção, já que eles sabiam que eu era do Instituto. Eles sabiam da nossa dificuldade e estariam sempre atentos a qualquer dúvida que a gente tivesse.
Como você chegou ao Instituto? Conte-nos como foi fazer parte do Programa durante esses anos e o que isso representou para você.
A amiga da minha irmã tinha um irmão que tinha participado do Programa. Aí eu soube porque às vezes eles comentavam como é que era no Instituto. E a mãe desse menino conversava com a minha mãe e contava como funcionava o Programa.
Quando eu entrei no Programa, o que me surpreendeu foi a extensão dos benefícios. Eu pensava que era só uma “ajuda”, mas não um apoio total desse jeito. Porque eles ajudam em tudo: passagem, uniforme, material escolar, mochila, tênis... E os passeios que a gente faz são muito legais também.
A nossa ida a Petrópolis, onde a gente conheceu toda a cidade e o museu, foi bem legal.
Qual a importância teve o apoio do IJCA e do Santa Mônica nessa trajetória?
Foi muito importante. Era confortante saber que, caso eu tivesse algum problema, o Instituto JCA e o Colégio Santa Mônica me apoiariam. E, também, a psicóloga do Instituto fez comigo uma orientação vocacional e comprovou que eu tinha aptidão para Engenharia, e os professores do Santa Mônica me deram muito apoio e valiosas dicas para o vestibular.
Você poderia dar alguma dica para os novos bolsistas e também para aqueles que estão em ano de vestibular agora?
Eu diria para manter a calma. E evitar ficar pensando no vestibular como um problema, porque às vezes a pessoa fica tão nervosa que não consegue ter boas notas nas provas.
O importante é focar nos resultados do colégio, que passar no vestibular acaba virando uma consequência do bom rendimento escolar.
Quais as suas expectativas para 2010 no Ensino Superior? E depois que se formar?
Eu não sei muito o que esperar... É tudo muito novo. Eu só espero que a minha escolha pela Engenharia tenha sido boa, que seja com o que quero trabalhar e que eu possa continuar crescendo e me especializando dentro da área.
Eu quero me tornar um bom engenheiro, ser reconhecido, ganhar bem, ajudar a minha família... Eu espero melhorar de vida através do meu trabalho. |